A A Justiça como Virtude Artificial e sua Relação com a Magna Carta em David Hume
Palavras-chave:
David Hume, justiça, Magna Carta, Tratado, História da Inglaterra, justice, Treatise, History of EnglandResumo
A proposta do artigo é apresentar a relação entre duas importantes obras de Hume: o Tratado da Natureza Humana e a História da Inglaterra. Para isso, tentamos demonstrar como as ideias apresentadas no Tratado sobre a justiça são aplicadas na interpretação acerca da formação de uma sociedade inglesa que, anos mais tarde, conseguiu obter regras de justiça mais sólidas com a Magna Carta. Para amparar nossa tarefa, utilizou-se principalmente os comentários de Maria Isabel Limongi – com referências pontuais a outros comentadores relevantes – a fim de esclarecer do ponto de vista historiográfico um recorte temático muito preciso, a saber, como Hume procedeu na investigação, recusando perspectivas políticas que tomavam a justiça como algo consolidado, ignorando seu processo histórico. Desse modo, compreende-se que o filósofo entende a formação de regras de justiça em relação às circunstâncias existentes em uma determinada sociedade, sendo que uma interpretação precisa considerar esse ponto. Por esse motivo, diversos elementos negligenciados pelas perspectivas de seu tempo, foram agora tomadas como fundamentais; um exemplo disso são as paixões que, para Hume, estão na origem da justiça. O filósofo nos fornece um importante ensinamento: a justiça não é perfeita, mas pode ser aperfeiçoada.
Abstract
The purpose of this article is to present the relationship between two important works by Hume: A Treatise of Human Nature and the History of England. To do this, we try to show how the ideas presented in the Treatise on justice are applied in the interpretation of the formation of an English society which, years later, managed to obtain more solid rules of justice with the Magna Carta. To support this task, we mainly took the Maria Isabel Limongi’s commentaries – with specific references to other relevant commentators – to clarify from a historiographical point of view a very precise thematic section, namely, how Hume proceeded in the investigation, rejecting political perspectives that took justice as something consolidated and ignoring its historical process. Hume thus understands that the formation of rules of justice depends on the circumstances existing in a given society, and that an interpretation must take this into account. For this reason, various elements neglected by the perspectives of his time have now been taken as fundamental; an example of this is the passions, which for Hume, are at the origin of justice. The philosopher gives us an important lesson: justice is not perfect, but it can be perfected
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Copyright (c) 2025 Paulo César Jakimiu Sabino, Lorena Ferreira dos Santos (Autor)

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