Crise do Estado-nação e onda populista: um olhar a partir a Teoria Crítica
Palavras-chave:
Estado-nação; Populismo; Democracia; Teoria crítica.Resumo
Desde 2016 se tornou recorrente nos meios de comunicação o alerta de que uma “onda populista” ganha força em eleições por todo o mundo. Se por um lado, a imprensa e um amplo número de intelectuais enxergam essa suposta “onda populista” como uma ameaça à democracia, há os que veem este momento como uma oportunidade para salvar a democracia do seu colapso, esta é a visão da filósofa Chantal Mouffe. Em nosso texto rejeitamos a perspectiva de Mouffe e buscamos apresentar um diagnóstico crítico do cenário atual que leve a sério a relação entre a crise do Estado-nação e a onda populista. Na primeira parte do nosso artigo buscamos delimitar o que vem sendo chamado de “populismo”, além disso investigamos se há evidências de que exista uma onda populista. Em um segundo momento discutimos a proposta de Mouffe de um “populismo de esquerda” para salvar a democracia. Na terceira parte mostramos como a teoria crítica nos permite entender a relação entre a onda populista e a crise do Estado-nação. Por fim, defendemos que a teoria crítica ajuda a compreender os limites da abordagem de Mouffe, e, além disso, discutimos o futuro da onda populista. Podemos dizer que este artigo contribui para a literatura ao relacionar a crise do Estado-nação com a “onda populista”, oferecendo uma análise crítica da proposta de populismo de esquerda formulada por Mouffe.
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